Eu também quero morar
Bem perto do mar
Estilo Tom Jobim
Se pá, nem ter que pensar
Em conta pra pagar
E um estúdio pra mim
Ou tipo no Vilarejo
Que fora descrito por Marisa Monte
Bastando interpretar acerca
Do que já havia escrito antes
Mas só escrevo o que vivo
O que vivi e o que vejo aqui
Talvez haja dificuldade
Pro ouvinte encontrar
Motivo pra sorrir
Poetizando minhas dores, amores
Pensamentos e minhas crenças
Choro Bandido, escute Chico
Eis o poeta em sua convergência
Em contrapartida
Meu sonho é ver a quebrada em paz
Ser reconhecida
Já esquecida pelo Estado
Não irei forjá-la, eternizo na escrita
Paz
Dá pra ver que eu carrego
Uma pá de cicatriz, de cicatriz
Isso me faz lembrar
Que nos tempos difíceis
Não fui capaz de desistir
Atravessei desertos
Só pra te avisar
Que os dias serão difíceis
Mas você é capaz de lutar
Tentando me manter longe de tudo aquilo
Que já me afastou de mim
Pra poder me aproximar do pivete que fui
Feliz com o que tinha ali
Permitir fluir de forma natural
Como o rio que deságua
Caindo por terra a vaidade
Buscando no pé o alimento pra alma
A poesia que escrevo
Reflete as idas e vindas que fiz
Djavaneando as feridas que o tempo
Converte expondo a cicatriz
Conversando com o Neguinho
Ele disse que a vida era boa demais
No entanto, meu mano
Só percebera depois de ser preso
Como os animais
Cabeça erguida
Gratidão não é só uma palavra
A gente tem vida
A gente respira
Isso por si só já é um milagre
Somos só visita
Paz
Dá pra ver que eu carrego
Uma pá de cicatriz, de cicatriz
Isso me faz lembrar
Que nos tempos difíceis
Não fui capaz de desistir
Atravessei desertos
Só pra te avisar
Que os dias serão difíceis
Mas você é capaz de lutar
Lute!
Jamais se dê por vencido
Aham
GR Bronk's
Djavaneando
Viaja, negô
Hey
Mas você é capaz de lutar
Mas você é capaz de lutar
Você é capaz de lutar